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Edição nº 102  
 Dezembro de 2016

Editorial

Crises econômicas são momentos de enorme sofrimento. Mas podem também trazer grandes oportunidades bastando para tal que o enfoque que se dê a elas seja positivo. Atualmente o país passa por uma das maiores crises político-financeiras de sua História, fruto de enorme irresponsabilidade no uso do bem público ao longo da última década. O resultado é uma elevada taxa de desemprego e a erosão dos recursos de um estado que se encontra inchado, sendo obrigado a se reinventar se quiser sobreviver de forma eficiente.

Nesses momentos, um setor que é sempre obrigado a ser ágil e pragmático reagindo rápido às crises é o da iniciativa privada, uma vez que busca sempre a sobrevivência, pois raramente possui orçamento fixo e previsível. Avança somente quando guiado pela responsabilidade de seus gestores e pela adequação de seu tamanho à realidade. Já entre as instituições governamentais que mais rápido reagem diante de crises nacionais, sejam elas de qualquer espécie, estão as Forças Armadas, guiadas por seu senso de missão em relação ao bem nacional. Diante da crise atual, estão sendo forçadas a questionar suas próprias estruturas uma vez que seus orçamentos não dão conta de suas necessidades.

Assim, para que possam cumprir suas atividades fim, bem definidas pela constituição, devem focar seus esforços na operação eficiente de seus meios para que tenham a capacidade de defender o país, ficando as atividades periféricas em segundo plano.

Nesta hora, a palavra-chave é priorização, a escolha daquilo que é mais importante para que consigam cumprir sua missão com o que tem à disposição.

Mas existem capacidades e equipamentos que são fundamentais para o cumprimento efetivo das tarefas de cada força. E nem todos estão disponíveis, o que os torna sobremaneira desejáveis. Ao mesmo tempo, é possível que existam meios destacados para algumas forças que poderiam ser melhor aproveitados por outras. E como a afirmação questiona se de fato não existiria esta possibilidade, seguem algumas possibilidades com o objetivo puro e simples de fazer pensar em como seria uma reorganização na qual meios, missões e capacidades poderiam mudar de mãos ao simples custo da mudança de um decreto. Se isto fosse possível, será que não interessaria à Marinha operar aeronaves de patrulha, fazendo com que a reação a um contato marítimo fosse muito mais rápida por ocorrer dentro de uma só cadeia de comando? Ou se a Força Aérea operasse todos os meios de defesa aérea abrindo caminho para o mais do que fundamental segundo lote de caças multimissão, padronizando assim o treinamento, a logística e os procedimentos de combate? E será que é a FAB quem deveria operar helicópteros de ataque quando sua efetividade é a aplicação do conceito de massa, saturando o campo de batalha onde existem com profusão blindados e posições fortificadas, suas presas mais comuns? Não seria ainda oportuno que as aeronaves de asas rotativas de grande porte, ideais para carregar tropas em número expressivo para realizar o flanqueamento vertical fossem também massificadas sob a batuta do Exército? Bastando à FAB o uso de helicópteros para realizar a Busca e o Salvamento em tempo de paz ou em combate, e um punhado de vetores para a pronta resposta a emergências em suas bases? Talvez, em contrapartida, a hora fosse a de garantir para a Força Aérea um incremento na sua aviação de transporte, o que permitiria que cumprisse com tranquilidade a sua missão de apoiar a logística das outras forças em territórios longínquos. Não seria este também o momento de montar uma escola conjunta para o treinamento básico dos pilotos de helicópteros evitando assim a custosa duplicidade de meios ao mesmo tempo em que se garante a padronização da doutrina? As possibilidades são muitas e a janela é de oportunidade. Os vetores atualmente em uso podem não ser os mais desejados por este ou aquele, mas o mais importante não é tanto o equipamento, mas a definição das capacidades, o que do outro lado da crise pode resultar num aumento da eficiência de todos no cumprimento de suas missões fim. E assim como neste editorial, discutir ou descartar estas perguntas exige apenas o pensar e o conversar, sem custo algum para quem quer que seja.

 


Índice

Força de Impacto!        
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A Aviação do Exército na Atualidade
Por: Marcelo Mendonça

Nos primeiros anos do século XX, o Exército Brasileiro fomentou escolas de aviação em 1913 e em 1919, e desenvolveu o uso de aeronaves como equipamento militar. Logo, executava missões reais na Campanha do Contestado. Em uma dessas missões, na região de General Carneiro/PR, faleceu o Tenente Ricardo Kirk quando efetuava uma missão de reconhecimento. Ele foi promovido “post mortem” ao posto de Capitão e considerado o primeiro herói da Aviação do Exército e, por isso, tornou-se seu patrono. O uso de aeronaves evoluiu na Força durante os anos seguintes, mas o surgimento da Força Aérea Brasileira fez com que esta fase da Aviação do Exército fosse encerrada no início da década de 40.   Pág. 32

Missão Américas        
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Do México à Antártida no Airbus C-295!
Por: Carlos Lorch

O novo C295W realizou um tour pela América Latina demonstrando sua capacidade de operar em diversos cenários e climas diferentes. O bimotor da Airbus, versão mais moderna dos 12 que a FAB já opera, e da mesma versão dos 3 que em breve irá receber na versão SAR, deverá se tornar até a chegada do KC-390 o principal sustentáculo da aviação de transporte brasileira.   Pág. 26

Maior Alcance!        
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A Nova Versão do Míssil Rafael Derby
Por: Leandro Casella

A nova versão da bem-sucedida família de mísseis BVR ar-ar e ar-superfície. O I-Derby ER pode atuar nas arenas de curto, médio e longo alcance com grande agilidade e capacidade de locar alvos, graças ao seu inovador RF Seeker e um novo motor de dois estágios.   Pág. 48

Vida Própria!        
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Os Aviões que se Recusaram a Morrer!
Por: Carlos Lorch

A história de quatro aeronaves que mesmo sem ter seu piloto na cabine resolveram aterrissar com segurança.   Pág. 58

El Dorado Canyon!        
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O Império Contra Kadafi!
Por: Leandro Casella

Em abril de 1986, portanto há 30 anos, o governo dos Estados Unidos lançou a Operação “El Dorado Canyon”, um ousado e controverso ataque contra a Líbia do então Coronel Muammar Kadafi com o objetivo de reprimir ações terroristas de estado daquele ditador contra alvos no Ocidente. A operação, a maior da USAF desde o Vietnã, notabilizou-se por contemplar uma das mais complexas operações de reabastecimento em voo da história, sem a qual seria impossível levar e trazer de volta ao sul da Inglaterra 18 caças-bombardeiros F-111F Aardvark responsáveis pela missão.   Pág. 66

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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