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Edição nº 52  
 Julho de 2008

Editorial

Neste número da Revista Força Aérea examinamos as aeronaves de caça que podem formar a espinha dorsal da Força Aérea Brasileira no futuro próximo. E antes que se tenha a idéia errada, é importante frisar que quando falamos de "futuro próximo" na verdade, estamos falando de uma aeronave que entrará em serviço lá por volta de 2020. Trata-se de um assunto de essencial importância para a postura geopolítica do país, tanto em nível operacional quanto industrial. Sim, porque existem três fatores que não podem deixar de ser analisados nesse contexto. O primeiro é a capacidade operacional da Força Aérea Brasileira. Sempre que um vetor de combate entra em operação, inicia um vôo conceitual na direção de uma espécie de muro imaginário que assinala o fim de sua vida útil. E os três caças hoje em uso pela FAB baterão no muro lá por volta do final da segunda década deste século. Portanto, não existe mais a possibilidade de novas modernizações. E esperamos que não sejamos mais forçados a optar por opções paliativas que satisfaçam necessidades momentâneas de uma Força Aérea que deseja ter uma real capacidade de defesa. O Brasil precisa receber uma aeronave moderna até aquela data ou corre o risco de ficar de fora do jogo. Finalizamos dizendo ainda, que os cerca de 12 anos que separam o hoje daquele amanhã já vislumbrado constituem um excelente período para que se escolha uma nova aeronave com critérios técnicos bem definidos.

O segundo fator dessa equação diz respeito à nossa indústria aeroespacial. Possuímos uma capacidade instalada de peso nesse setor. Uma competência que vai ao encontro das necessidades de um país do porte do nosso. E que já mostrou ao que veio. Uma nova aeronave de caça, com transferência de tecnologia capaz de alçar nosso conhecimento da terceira para a quarta geração é especialmente bem-vinda. É inclusive um excelente passo para que se galgue degraus capazes de nos levar até a tecnologia de quinta geração, hoje, e por um bom tempo ainda, só existente nos Estados Unidos. Permite também que obtenhamos uma visão clara do futuro, apontando os próximos caminhos a serem percorridos.

O terceiro fator se apresenta na forma de questionamento: convém partir para o desenvolvimento de uma aeronave tripulada quando a maioria dos especialistas das principais potências aeroespaciais jura de pés juntos que seus atuais caças serão os últimos que carregarão pilotos a bordo? Fato corroborado pelo conhecimento de que não existem mais programas de aeronaves tripuladas para substituir os atuais vetores de combate do Ocidente. E também pelo fato de que todas as discussões doutrinárias, na maioria dos principais estados-maiores ocidentais, apontam para um ambiente intermediário de guerra centrada em redes no qual aeronaves tripuladas coordenarão esquadrilhas de caças não-tripulados. Ou será que em vez disso vale a pena ingressar num esforço para igualar as aeronaves definitivas como o Lockheed Martin/Boeing F-22A Raptor e o Lockheed Martin F-35 Lightning II que alçam a USAF a uma posição sem concorrentes? Acreditamos que hoje, talvez ainda não estejamos prontos para responder a essas perguntas de maneira satisfatória. Mas temos diante de nós uma excelente oportunidade para reequipar nossa aviação de combate e ao mesmo tempo adquirir conhecimentos fundamentais.

 


Índice

F-X2            
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Qual Será o Futuro Caça da FAB?

Agora é oficial! O Comando da Aeronáutica deu partida ao processo de aquisição do novo caça de superioridade aérea da FAB. Mantidas as circunstâncias atuais, em breve conheceremos o novo vetor de alta performance escolhido para a Força. Para que nossos leitores tenham uma melhor compreensão do contexto geral que permeia uma contenda desse porte, bem como conheçam mais detalhadamente os prováveis candidatos a receber o cocar verde-e-amarelo da Força Aérea Brasileira, dedicamos os seis artigos iniciais desta edição.   Pág. 26

O Planeta como Campo de Batalha
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As principais concorrências de aeronaves de caça mundo afora
Por: Jackson Flores, Jr.

A compra de material bélico freqüentemente ganha as páginas dos principais jornais e revistas em qualquer país, entretanto, dificilmente alguma aquisição de equipamentos de defesa desperta mais interesse que a compra de aviões de caça. Com o início do programa F-X2 da FAB, a mídia nacional certamente passará a explorar com mais freqüência esse assunto. A Revista Força Aérea, como de costume, sai na frente e aborda o tema sob diversos prismas, em um deles traçamos um paralelo entre o F-X2 e as principais concorrências similares em andamento ou recentemente concluídas mundo afora.   Pág. 38

Cérebro, Olhos e Ouvidos
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Sistemas e sensores dos caças atuais
Por: José Leandro P. Casella

Em uma moderna aeronave de caça, software de missão, sistemas e aviônicos são os responsáveis por gerenciar a sua capacidade de combate. É natural, portanto, que esse tema seja motivo de discussão quando se fala no Programa F-X2. Mas, afinal, o que cada um dos seis prováveis concorrentes pode oferecer em termos de sistemas e de aviônica? É o que veremos a seguir.   Pág. 46

Poder de Fogo
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O arsenal que equipa a caça moderna
Por: Rudnei Dias da Cunha

Voando a 20 mil pés de altitude, a uma velocidade de 700 nós, o piloto de um caça acompanha a batalha aérea que se desenrola a muitas milhas de distância, através das informações transmitidas digitalmente desde a aeronave de alarme aéreo para os seus painéis multifuncionais. Sua missão é destruir o prédio de uma indústria de alta tecnologia em meio a inúmeros edifícios civis; danos colaterais devem ser mínimos ou inexistentes.   Pág. 60

O Diferencial
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Transferência de tecnologia: o caso Brasil
Por: Carlos Lorch

Por que a tão propalada “Transferência de Tecnologia” (item mandatório nos atuais programas de aquisição de material bélico) é importante? Ela substitui a necessidade de se desenvolver no país tecnologia própria para emprego nas Forças Armadas nacionais? Conheça alguns exemplos históricos que validam esses questionamentos e saiba quais resultados se espera serem alcançados com essa política de compras, no caso particular para o programa da Força Aérea Brasileira – o F-X2.   Pág. 78

Equipando a Frota
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Como o Brasil comprou suas aeronaves de combate: 1950-2008
Por: Euro Duncan

Desde a criação do Ministério da Aeronáutica, em 1941, diversos programas voltados ao reequipamento da FAB foram desencadeados. Conhecer a sistemática adotada pela Força nos mais significativos é interessante, pois nos permite melhor avaliar e entender como será conduzido o novo programa da Força Aérea – o F-X2.   Pág. 84

Vida Nova
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Conhecendo o novo vetor da polícia carioca nos céus da Colômbia
Por: Renato Otto

Após operar com o Huey II a 9.100 pés de altitude, junto aos altiplanos de Bogotá, Renato Otto nos apresenta suas impressões sobre o programa de modernização aplicado aos lendários UH-1. Na Polícia Nacional Colombiana esses helicópteros ganharam vida nova e ampliaram a capacidade operacional da Força na luta contra o crime organizado.   Pág. 92

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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