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Edição nº 99

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Edição nº 99  
 Maio de 2016

Editorial

O papel de gestor pode ser comparado à profissão de marinheiro. Ser administrador com vento de popa, que é como o mercado descreve os períodos favoráveis é fácil. Difícil, nos negócios e no mar, é enfrentar a tempestade, mantendo o barco em condições de navegar para encontrar a bonança que a ela invariavelmente se segue. O momento do País é de crise econômica aguda, ou de tempestade, se quiserem. E as nossas Forças Armadas – em especial a Força Aérea e a Marinha, mas também o Exército – foram atingidas duramente pela falta de pressuposto que afeta, de forma marcante sua operacionalidade e capacidade de planejamento. É preciso, mais do que nunca, ter visão empresarial. Talvez esteja na hora de rever alguns vetores cuja manutenção além de não trazer vantagens operacionais, possuem o potencial de atrapalhar a necessária priorização que os comandantes destas forças determinaram como sendo o caminho acertado para sair da crise. Na maioria das vezes, equipamentos militares são adquiridos com um ciclo de vida pré-planejado após minuciosos estudos de viabilidade. Em outras, a falta de fundos à disposição aliada à necessidade operacional do momento, força a aquisição dos chamados meios de ocasião. Às vezes, ainda, por mais que um vetor possa possuir um ciclo de vida bem definido, a mudança das doutrinas de combate, que estão sempre em eterna mutação, podem aconselhar a sua obsolescência prematura. Temos, no Brasil, os três casos. Não estar atento a esta realidade pode resultar na insistência de continuar operando meios que não possuem mais valor operacional, resultando numa lacuna na própria capacidade de defesa do país. Mas determinar sua desativação visando a concentração dos recursos existentes para conseguir priorizar é geralmente traumática. Os atuais comandantes da Marinha e da Força Aérea, coincidentemente são marinheiros. Um por ofício, o outro por prazer. Mas ambos sabem enfrentar o mar. E já vem mostrando isto com a competência e a coragem de cortar meios que não fazem mais sentido operacional no mundo atual. Pois fazendo-o sabem que sobrarão fundos para perseguir o que é realmente necessário para garantir uma capacidade real de defesa para o País. Entendem que o que já foi extremamente desejável no passado pode não mais fazer sentido na guerra moderna. É a priorização, arma letal que trabalha a favor dos bons empresários. Ainda existem diversos meios que podem, e devem ser cortados, para que se consiga chegar ao outro lado da crise, ou da tempestade se quiserem, mais fortalecidos e eficientes, a fim de aproveitar ventos melhores que certamente virão para encher as nossas velas promovendo o bem estar para todos os brasileiros. No caso dos orçamentos das três forças, isto significa a retomada do investimento para que os meios priorizados possam ser implementados em sua totalidade. Cortar meios nunca é medida popular, mas é as vezes necessária. E a hora é boa. É preciso que nossos comandantes saibam que o País os apoia. E que entendemos que cortes drásticos precisam e devem ser feitos. Pois o que cada brasileiro espera de suas Forças Armadas, é que tenham a certeza de que estão preparadas para defender nossa soberania e nossas riquezas contra qualquer ameaça que porventura possa se materializar no horizonte.

 


Índice

Profissional e Guerreira        
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Conheça a Fuerza Aérea de Colombia
Por: Santiago Rivas

A Fuerza Aérea Colombiana se destaca por possuir o mais alto nível de operacionalidade e a maior experiência na guerra assimétrica na América Latina e uma das maiores em todo o mundo. O seu comandante explica o presente e os planos para o futuro da Força.   Pág. 36

Game Changer        
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O Desenvolvimento do míssil BVRAAM MBDA Meteor
Por: David Oliver

O Meteor é o míssil ar-ar de capacidade além do alcance visual (BVRAAM – Beyond Visual Range Air to Air Missile) de próxima geração desenvolvido pela MBDA para atender aos requisitos comuns da França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia e Reino Unido. A sua capacidade de enfrentar as ameaças existentes na arena de combate aéreo hoje e no amanhã fazem dele um dos melhores mísseis ar-ar do planeta.   Pág. 26

Família General Atomics        
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Sem Piloto Porém Precisos e Letais!
Por: Leandro Casella

Quinta feira, 12 de novembro de 2015, 23h30m hora local em Raqqa, Síria. Um MQ-9 Reaper da USAF, pertencente ao 42 ATKS (42nd Attack Squadron) da 432nd Wing, voa silenciosamente a 25 mil pés nas cercanias da cidade, em uma missão de vigilância. Armado com mísseis AGM-114 Hellfire e bombas guiadas à laser (LGB) GBU-12 Paveway II, a aeronave monitora em especial um quarteirão no centro da cidade. O Reaper está sendo pilotado desde Creech AFB, em Nevada (EUA), há pouco mais de 7 mil milhas náuticas de Raqqa. O centro de comando situado em Creech está em alerta, pois, depois de meses de investigação e procura, feita por vários serviços de inteligência, como a CIA e o MI6 (serviço secreto americano e britânico, respectivamente), o paradeiro de um dos mais importantes terroristas do Estado Islâmico (ISIS) havia sido confirmado. Jihadi John, cidadão britânico nascido no Kuwait, que se transformou em porta-voz do ISIS e responsável por diversas decapitações e execuções de reféns, e que para muitos, era a “cara do ISIS”, deixaria um prédio acompanhado de outro terrorista, e logo embarcaria a bordo de um carro estacionado em frente. De repente, a decisão é tomada. O Pentágono autoriza e ataque e minutos depois o sistema EO/IR MTS-B do MQ-9 já havia “travado” no alvo. Às 23h51m hora local um Hellfire acerta em cheio o carro, próximo a região da rótula do relógio, na região central da cidade, pondo fim a história de um dos mais violentos terroristas que o mundo jamais viu. Uma missão como esta, não poderia ser feita por outro vetor que não um Predator!   Pág. 50

Pleno Poder!        
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O Exército Brasileiro e os Helicópteros de Ataque
Por: Carlos Lorch

A Aviação do Exército Brasileiro, renascida em 1986, é hoje uma força altamente profissional composta de aproximadamente 3.200 militares e quase 90 aeronaves. Estas, baseadas em Taubaté (SP) em Manaus (AM) e em Campo Grande (MS), são do tipo: Helibras AS 350 L1 Esquilo, Eurocopter AS 550 A2 Fennec, Eurocopter AS 365 K Pantera, Eurocopter AS 532 Cougar, Sikorsky S 70 A Black Hawk e Eurocopter EC 725 Caracal ou Jaguar, capazes de prover pleno apoio às ações de transporte, transporte logístico, evacuação aeromédica, apoio cívico social e ataque leve à Força Terrestre.   Pág. 64

Levado Cedo Demais        
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A História de Um Piloto Brasileiro na Primeira Guerra Mundial
Por: David Oliver

Ao longo de suas edições a RFA tem tido a oportunidade de resgatar histórias que narram marcantes episódios dos primórdios da aviação militar no Brasil, inclusive quanto à participação de aviadores brasileiros na Primeira Guerra Mundial. Naquele conflito mais um piloto brasileiro se fez presente em céus europeus, como veremos a seguir...   Pág. 76

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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