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Edição nº 95  
 Setembro de 2015

Editorial

Márcio Jordão é um dos mais experientes pilotos do Brasil. Ele é piloto de provas da Embraer. Mas seu vasto currículo está longe de começar aí. Para dar uma ideia do tipo de profissional de que estamos falando, basta dizer que ele foi, durante sua vida como oficial da Força Aérea, um dos poucos escolhidos para comandar o prestigioso 1o Grupo de Aviação de Caça, a unidade mais tradicional da FAB por sua folha em combate na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Márcio Jordão já voou todo tipo de avião que se possa imaginar. Outro dia estava vibrando, pois fizera um ensaio empolgante numa aeronave agrícola Ipanema. É um cara que entende de máquinas voadoras e que consegue prever o que suas qualidades ou limitações significarão no seu uso no futuro. Jordãozinho, como é conhecido, este piloto, não é alguém, portanto, que não se escute.

Por isso, o que ele disse no dia 20 de maio, na rampa do campo de Linköping, na Suécia, após descer da cabine de um Saab Gripen D, no qual acabara de realizar o seu primeiro voo no tipo foi tão importante.

Naquele mesmo dia, e na mesma hora, nossa pequena equipe acompanhava o voo de Alfredo Salvatore no Gripen NG, que desembocou no artigo de capa do último número de Revista Força Aérea.

Os aviões pousaram minutos um do outro e apesar da rígida segurança no aeródromo, foi possível um breve congraçamento entre brasileiros que respiram aviação, em suas respectivas funções. Após o natural entusiasmo que se segue a um voo num novo tipo, quanto mais numa “garça” de alta performance disparamos para o Jordão a pergunta que não quer calar no mundo inteiro: “E então? Dá para ir direto do Super Tucano para o Gripen sem uma aeronave intermediária?” A resposta foi seca e imediata: “Mole! Sem nenhum problema para o aluno”. Aquela opinião, vindo do Jordão, levamos muito a sério. É uma pergunta que vem sendo feita pela maioria das Forças Aéreas do planeta. Convém comprar um Lead In Fighter Trainer (LIFT) a um custo alto, ou uma combinação de uma aeronave mais barata com simuladores resolve a questão? Será que mais vale enviar pilotos para treinar em jatos avançados de instrução em outra Força Aérea como optaram os holandeses que vão treinar a fase avançada na Itália num contrato pacote? Cada vez mais, no entanto, a solução Super Tucano vem quebrando esse paradigma no dia a dia de várias Forças Aéreas que por ele optaram: a FAB vem descobrindo suas virtudes, os chilenos o utilizam sem traumas, o Equador confia nele, como explana o nosso entrevistado, ele mesmo um piloto de combate com experiência real, e outros com quem conversamos estão satisfeitos com a transição que o sofisticado turboélice brasileiro proporciona. Quando somado ao Gripen, cuja pilotagem é considerada “extremamente simples” por todos os pilotos que o voaram e que tivemos a chance de ouvir, parece apresentar-se uma solução de treinamento feita “sob medida” para a grande maioria das Forças Aéreas que enfrentam intermináveis limitações orçamentárias. Mérito para os pensadores da FAB que ousaram desviar do que era comum na época em que desenharam o conceito. Mérito para a Indústria Brasileira que transformou aquele conceito num avião que está a caminho de se tornar um “clássico”. E que junto com o Gripen, que vem em breve para o Brasil, tem tudo para formar um sistema de treinamento “sob medida” para a FAB, uma Força Aérea que demonstra a cada dia que passa, saber ser “do tamanho do país” que defende, como sempre fazem questão de lembrar os seus comandantes.

 


Índice

Brasil – Defesa do Espaço Aéreo        
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Sob o Olhar do Tigre!!!
Por: Leandro Casella

Entre a desativação do Dassault Mirage 2000B/C e a chegada do Saab Gripen E/F, a Defesa Aérea brasileira terá como principal vetor o Northrop F-5EM/FM. A previsão do Plano Estratégico Militar da Aeronáutica (PEMAER) é que o caça americano fique em serviço pelo menos até 2025 e, em boa parte desse período, como ponta da lança do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA). Para que isso se materialize, a FAB está realizando um planejamento minucioso nas aéreas logística e operacional para dar “fôlego ao Tigre”, mantendo-o em condições de cumprir esse importante papel.   Pág. 44

Dragonflies ao Sul do Rio Grande
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A Ponta de Lança da FAU para o controle do Espaço Aéreo
Por: Santiago Rivas

O Cessna A-37B Dragonfly representa o principal avião de combate da Fuerza Aérea Uruguaya, com quase 40 anos de serviço naquele país. Enquanto se estuda a sua próxima e necessária substituição, eles continuam cumprindo a sua missão de defesa do espaço aéreo uruguaio.   Pág. 26

Aeroporto Robô!!!
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O conceito das Remote Towers
Por: Carlos Lorch

Na busca de soluções para enfrentar demandas do seu cotidiano, o homem tem, cada vez mais, lançado mão da tecnologia para equacionar situações críticas e, também, minimizar custos. Nessa linha de raciocínio, os suecos desenvolveram um criativo sistema capaz de manter operacionais aeródromos existentes em ermas localidades e desprovidos de tráfego aéreo mais intenso. Lançando mão de recursos tecnológicos, eles são capazes de manter toda uma infraestrutura dedicada à operação do aeródromo, como torre de controle, equipamentos de apoio à navegação e de comunicação, entre outros, em perfeito funcionamento e operada a distância, de forma remota! Todo o controle do tráfego aéreo ocorrendo sem a presença física do elemento humano.   Pág. 36

WTI – Marines!
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Formando um Instrutor de Combate
Por: Séan Wilson

A cada dois anos, o Curso de Instrutores de Armas e Táticas (Weapons and Tactics Instructor – WTI) do United States Marine Corps é organizado e realizado pela Marine Corps Air Station em Yuma onde está baseado o Marine Aviation Weapons and Tactics Squadron One (MAWTS-1). Trata-se da unidade responsável por preparar os instrutores que serão enviados a todas as unidades aéreas dos Fuzileiros Navais Norte-Americanos para que atuem de forma padronizada no manuseio e nas táticas das mais modernas armas aerolançadas da Marine Air.   Pág. 56

6 e 9 de Agosto de 1945 – Setenta Anos! – Ataque Nuclear!
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A Campanha de Bombardeio Atômico ao Japão
Por: Carlos Lorch

O ataque nuclear norte-americano de 6 de agosto de 1945 marcou o mundo para sempre. A partir dali a humanidade nunca mais seria a mesma e passou a conviver com um sentimento de sobressalto quanto às destrutivas consequências de uma possível guerra atômica. Naquela manhã de verão, um artefato até então desconhecido arrasou uma cidade inteira, dando início à rendição do Império japonês e pondo fim à Segunda Guerra Mundial.   Pág. 66

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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