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Edição nº 89

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Edição nº 89  
 Setembro de 2014

Editorial

A anexação da Crimeia pela Rússia de Vladimir Putin e sua resolução de proteger cidadãos de origem russa onde quer que seja impressionaram o mundo, mas, acima de tudo, assustou a Europa. Desde o fim da Guerra Fria, os países do Velho Continente vêm reduzindo suas despesas com defesa e postergando importantes ações de racionalização de meios e programas, acomodados num confortável clima de paz duradoura que de maneira alguma retrata a tendência histórica de uma região na qual sempre imperaram rivalidades e desconfianças.

Criada não somente para evitar futuras guerras, mas para aproveitar sinergias econômicas e sociais, a União Europeia (UE) foi percebida, desde sua concepção, em Maastricht, no ano de 1993, como uma rival em potencial para a pujança industrial norte-americana. Entre outras vantagens, a União se beneficiaria de um mercado comum cativo capaz de fornecer à indústria do continente volumes comerciais parelhos aos que beneficiam a indústria nos Estados Unidos. E isso incluiria a importantíssima indústria aeroespacial e de defesa.

No campo do preparo militar a Europa vem esboçando uma tendência de consolidação, que poderia, um dia, resultar numa força militar continental com treinamento, meios e comando unificados sob uma única estratégia. Convém lembrar que hoje a UE possui uma população que ultrapassa os 500 milhões de habitantes, ou seja, mais de uma vez e meia a americana. No entanto, a falta de urgência nesse segmento fez florescerem com muito maior rapidez iniciativas na área policial e de controle de fronteiras e aduanas, do que propriamente entre as forças armadas da região.

No que tange à indústria, um rico período de fusões e aquisições iniciado nos anos 1980-1990 e que remanejou parcialmente o mapa industrial da defesa europeia permaneceu inalterado desde então. Tentativas de encontrar sinergias e de criar rivais de verdade para as megaempresas americanas, como, por exemplo, a recém-fracassada fusão EADS-BAe não foram à frente em grande parte por questões políticas de pequena importância frente ao potencial dos negócios em questão. Nos exemplos que floresceram, como, por exemplo, a casa de armamento avançado MBDA, formada com capital humano e financeiro do que hoje é a Airbus, a Finmeccanica e a BAe, os resultados foram extremamente positivos.

Apesar de ainda existir excessiva duplicação de esforços nos novos programas europeus, vários deles que resultarão em aeronaves não tripuladas, novos helicópteros, mísseis, satélites e lançadores, blindados, navios de guerra e outros artefatos bélicos já estavam começando a buscar um óbvio, porém lento caminho rumo à comunalidade. Esbarravam, contudo, no difícil relacionamento político que ainda fazia prevalecer velhos “cacoetes” culturais à lógica da racionalização.

A demonstração de força da Rússia de Putin deverá acelerar esse processo e é possível que enxerguemos com crescente velocidade a consolidação de uma nova capacidade militar europeia, utilizando os mesmos meios em maiores números e com maior padronização, bem como uma velocidade maior na busca de sinergias entre os diversos programas desenvolvidos pelas variadas indústrias nacionais europeias, que, com essa nova realidade, tendem a se juntar buscando maior eficiência para um futuro que já não se apresenta mais tão tranquilo.

 


Índice

Robôs de Ataque com Asas!  
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As ARP de Combate na reta final
Por: Carlos Lorch

Hoje, ninguém mais na sua sã consciência duvida que as aeronaves remotamente pilotadas, drones ou sistemas aéreos não tripulados, sejam os principais protagonistas da guerra aérea no futuro. Dos seus primórdios, quando sua missão era a de treinar artilheiros antiaéreos a atirar contra alvos o mais realistas possíveis, até os dias atuais, quando vemos algumas gerações de aeronaves de vigilância atuando diuturnamente em áreas de guerra ou onde reina a paz, essas aeronaves se desenvolveram enormemente permitindo que muitos consigam antever o impacto que terão suas novas versões na condução dos conflitos do futuro. E por mais que alguns obstinados pilotos garantam que os aviões-robô “...nunca substituirão por completo as aeronaves tripuladas!”, o que se faz provável pelo uso das palavras “por completo”, a verdade é que o que se está vendo por aí está longe do potencial de combate que essas armas ainda têm pela frente.   Pág. 42

Ucrânia Urgente!
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Guerra Aérea no leste da Europa
Por: David Oliver

No dia 8 de março de 2014 uma aeronave plataforma multipropósito (Multipurpose Platform – MPP) Diamond DA42NG Twin Star do Serviço de Guardas de Fronteira da Ucrânia foi alvejada quando realizava uma missão de vigilância perto da fronteira da Crimeia com a Rússia. Eram os primeiros disparos de uma complicada campanha que tem ameaçado envolver a Ucrânia numa guerra civil, além de reviver a Guerra Fria entre a Rússia e a OTAN.   Pág. 26

Buck Rogers Está Quase Aqui
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O Laser como arma se prepara para entrar em ação!
Por: Rudnei Dias da Cunha

“Sr. Sulu, trave phasers no alvo e aguarde minhas ordens.” Não é de hoje que a realidade parece copiar a ficção, por mais paradoxal que seja. Assim como no famoso seriado Star Trek, no qual a nave Enterprise era dotada de phasers (photon masers), desde os anos 1980, tanto os EUA como a então URSS (e hoje a Rússia) investigam, desenvolvem e constroem armas de energia dirigida.   Pág. 34

Um Novo Sopro de Vida!
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A Marinha do Brasil moderniza os seus Super Lynx
Por: Luciano Melo Ribeiro

Sucessor do SAH-11 Lynx, incorporado em 1978, o AgustaWestland AH-11A Super Lynx, após quase 20 anos de operação na Aviação Naval, demandava um amplo programa de modernização. Esse programa, a ser implementado a partir de 2015, preservará sua plena capacidade de emprego e seu desempenho operativo para detecção e destruição de alvos hostis, mantendo-o no estado da arte quanto à motorização, equipamentos e aviônicos.   Pág. 54

Aerodinâmica e Engenharia Campeães do Mundo
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Voando o Dornier do 228 NG sobre os Campos da Baviera
Por: Paulo Cezar de Souza Lima

Acompanhando a evolução e as demandas do mercado brasileiro, em particular o militar, a Revista Força Aérea inicia nesta edição uma série de reportagens sobre aeronaves de asa fixa voltadas a um nicho de operadores, que sinaliza interesse em operar aviões de transporte de médio porte, em particular na Amazônia.   Pág. 62

Asas sobre os Gramados
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Defendendo o espaço aéreo sobre a Copa do Mundo 2014!
Por: Leandro Casella

Enquanto a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 "rolava" nos gramados dos estádios das 12 cidades-sede, nos céus, aeronaves das Forças Armadas e de segurança pública, aliadas a uma reforçada infraestrutura de controle de tráfego aéreo, garantiam a segurança e a fluidez das operações aéreas na maior operação de defesa e controle do espaço aéreo já posta em prática no país.   Pág. 74

1974 – Guerra Sangrenta no Mediterrâneo
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O Conflito entre a Grécia e a Turquia pela Ilha de Chipre
Por: Marcelo Mendonça

Turca decolou da Base Aérea de Balikesir para estabelecer uma PAC na região norte do Mar Egeu. Ao sul dali, quatro caças F-4E Phantom faziam o mesmo. De repente, os dois grupos de aviões foram interceptados por caças Mirage 2000EGM da Força Aérea Grega. Em meio às tradicionais manobras de dogfight que se seguiram, um dos Mirage 2000 do 332 Mira (esquadrão) disparou um míssil Matra R 550 Magic Mk II que atingiu o F-16D (91-0023) da formação turca fazendo-o explodir. O Capitão Nail Erdogan, que estava no assento dianteiro, não saiu da aeronave e veio a falecer na queda. No traseiro, o Tenente-Coronel Osman Cicekli teve melhor sorte e sobreviveu, pois acionou o seu assento ejetável. Ato contínuo, os F-4E rumaram para o local para enfrentar os Mirage gregos, porém, logo em seguida ao breve confronto, todas as aeronaves das duas forças envolvidas no episódio receberam ordem de desengajar e retornar às suas bases.   Pág. 86

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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