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Edição nº 100

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Edição nº 100  
 Junho de 2016

Editorial

No mundo do qual fazem parte os governos, as indústrias e as forças de defesa, existe uma máxima muitas vezes repetida: A missão deve definir qualquer equipamento adquirido, e não o contrario. Mas, por mais óbvio que isto possa parecer nem sempre é o que ocorre. As razões que fazem com que governos adquiram vetores, armas e sensores militares são as mais diversas possíveis. E nem sempre dão certo. Nos países que estão em guerra, ou naqueles que possuem vasta experiência militar, e que se contam nos dedos das mãos, equipamentos militares são adquiridos para endereçar determinadas necessidades. Geralmente prementes, e bem compreendidas. Nos outros, em sua maioria aqueles que vivem há muito em paz, os motivos, muitas vezes não são tão claros. Equipamentos as vezes são encomendados para dar carga de trabalho à indústria, o que geralmente traz benefícios a uns mas nem sempre atende por inteiro as necessidades dos operadores. Podem ser adquiridos por serem de ocasião, com preços baixos mas com pouca vida útil e muita manutenção e reparos pela frente. Podem atender interesses políticos, o que dispensa comentários sobre sua eficácia ou custo benefício. E podem ainda ir de encontro a posicionamentos ideológicos, o que muitas vezes acaba subordinando o cliente final aos humores do país fornecedor. A verdade é que tirando o cumprimento de tarefa operacional, qualquer outra desculpa para que se adquira um determinado meio de combate é, no mínimo acessória, e não primordial. Um determinado vetor, sensor ou armamento precisa caber com perfeição no sistema de combate montado pela força a que se destina sob o risco de se tornar corpo estranho se não tiver sido bem dimensionado sob todos os quesitos que indicam sua adoção; sejam eles operacionais, econômicos, logísticos e até mesmo políticos. E isso leva tempo. Porque não se monta uma capacidade real de defesa de uma hora para outra. E nem tampouco existem balas de prata, como as vezes querem crer alguns. É portanto pela necessidade de se manter essa continuidade constante na montagem da defesa nacional que essa função deveria ser muito mais de estado do que de governo. Sim, porque, como bem disse certa vez um sábio e experiente General cujo nome se perdeu no tempo: “Os governos passam, mas os exércitos, são eternos” ou algo do gênero, mas não menos verdadeiro. Compras feitas a revelia dos minuciosos estudos realizados pelos estados maiores mundo afora geralmente resultam em problemas e não em soluções. Problemas estes que se potencializam nas crises, quando os poucos recursos disponíveis se tornam vitais. Porque acabam por engessar a priorização dos meios essenciais para que se consiga garantir uma capacidade de defesa verdadeira. Essa é talvez a mais nobre função de um Ministério da Defesa. E não a resolução política de problemas interforças ou de demandas destas em relação ao governo do momento. Diante da violenta crise político-economica que assola o Brasil atualmente, a Força Aérea Brasileira, resolveu tomar medidas tão drásticas quanto corajosas para garantir que mesmo diante de um fluxo precário de recursos continuará operando de forma a cumprir sua missão constitucional. Resolveu ainda se reinventar olhando para o futuro e tomando medidas para que esteja pronta para enfrentar qualquer crise econômica que porventura tenha que encarar daqui para a frente. A FAB resolveu priorizar sua atenção na área operacional para cumprir suas tarefas primárias de forma eficiente. Começou por sua estrutura como explica neste número o seu Comandante. Mas poucos duvidam que em breve terá que avaliar a efetividade de alguns de seus vetores, sensores e armas. Porque não é pelo fato de que alguns governos fazem compras que julgam ser do interesse de suas forças armadas que elas vão se adequar às suas necessidades. E se não couberem, no sistema montado para a obtenção da eficiência no combate, compete ao Ministério da Defesa remanejar aqueles vetores para outras forças que precisem deles ou optar por sua desativação, mesmo que antes da data prevista. A Força Aérea Brasileira precisa primordialmente de aeronaves de caça modernas, de aviões de transporte, de satélites e de aeronaves remotamente pilotadas se quiser vencer todo e qualquer oponente em potencial. E se alguns dos outros vetores existentes não permitem que se priorize a aquisição e operação destes meios fundamentais, é por que de alguma maneira não estão cabendo e precisam ser repensados. Sem medo, nem dó e nem drama...

 


Índice

Mesa Redonda - Jaguares de Outrora        
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Cinco Comandantes do 1º GDA revivem uma época de ouro
Por: Equipe RFA

Visando transmitir ao leitor o clima do bate-papo informal que ocorre numa mesa-redonda, Revista Força Aérea optou por transcrever esta matéria sem editar os diálogos. Os participantes, todos companheiros de unidade aérea, discutiram livremente como fazem pilotos de caça que se reúnem em qualquer lugar do mundo.   Pág. 28

Tanker Offset        
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As Vantagens Industriais do Programa KC-X
Por: Leandro Casella

A Força Aérea Brasileira anunciou em março de 2013 o reabastecedor KC-767 MMTT da Israel Aerospace Industries (IAI) como substituto do KC-137. Três anos mais tarde, apresentamos uma breve análise do atual estágio em que anda o projeto e o que a empresa apresenta em termos de compensação industrial.   Pág. 24

A Redoma Olímpica        
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O Míssil RBS 70 do Exército Protegendo os Céus dos Jogos
Por: Júlio César Caldas

Durante as Olímpiadas Rio 2016, enquanto as atenções se voltarem para as arenas desportivas, ocorrerá intenso tráfego aéreo, especialmente sobre o Rio de Janeiro, tudo para assegurar o êxito da macro operação de segurança do espaço aéreo. Nesse mister, o Sistema Aeroespacial Brasileiro para garantir a soberania aérea utilizará seus meios de detecção, de alarme antecipado, aeronaves da FAB e unidades de artilharia antiaérea das Forças Armadas. Silente, esses sistemas de defesa antiaérea permanecerão de prontidão, em posição e atentos às potenciais tentativas de violação do espaço aéreo. Dentre eles se destaca o sistema de mísseis antiaéreos telecomandados de baixa altura RBS70-Mk2 do Exército Brasileiro, desenvolvido pela Saab Dynamics AB, do grupo sueco Saab, imune a interferências e de emprego confiável em áreas urbanas.   Pág. 46

Treinamento de Primeiro Mundo, logo ali!        
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Simulador de Primeiro Mundo para os Pilotos de H225
Por: Luciano Melo Ribeiro

Falar hoje em dia sobre a importância do treinamento em simuladores para melhor operar os complexos sistemas dos modernos helicópteros seria “chover no molhado”. Atualmente a utilização de simuladores de voo tornou-se imperiosa, tanto para o treinamento de certas emergências, que não devem ser executadas na aeronave em voo real, quanto na economia de horas de voo para o treinamento e a formação de novos pilotos na aeronave. Os simuladores modernos são tão fiéis à aeronave tipo que é possível formar um piloto no modelo, quase que totalmente, apenas com o treinamento em simulador. Há alguns anos atrás a maioria dos pilotos detestava ter a obrigação de treinar em simuladores. Mas estes foram se sofisticando tanto, que não é mais possível manter aquela antiga impressão.   Pág. 56

Vento de Fogo que vem do Leste!        
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Asas Russas em Ação Sobre a Síria
Por: Critobal Soto Pino

Numa ação sem precedentes, o governo do presidente Vladimir Putin empreendeu medidas ofensivas na defesa de seu aliado sírio Bashar-al-Assad para evitar a perda de posições-chave do regime após cinco anos de guerra civil. Para tal, a aviação militar russa desempenhou um papel fundamental na contenção dos grupos rebeldes sírios e terroristas que ameaçavam derrubar o governo. Aqui, Cristobal Soto Pino relata a preparação e as ações aéreas realizadas sobre a Síria.   Pág. 64

Uma ARP do Tamanho de um Continente        
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O Hermes 900
Por: Leandro Casella

Compacto, versátil, de fácil manutenção e operação, o Hermes 900 Kochav (Estrela) é o terceiro membro de uma bem-sucedida família de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP) fabricada pela israelense Elbit Systems. Do tipo MALE ISTAR, o Kochav alia desempenho e grande autonomia com o que há de mais moderno em termos de sistemas de sensoriamento remoto, o que lhe permite realizar com desenvoltura missões de reconhecimento, vigilância, inteligência, aquisição e designação de alvos. Características que nos últimos cinco anos conquistaram importantes clientes: Israel, Chile, Colômbia, Brasil e Suíça.   Pág. 74

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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