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Edição nº 87

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Edição nº 87  
 Abril de 2014

Editorial

Assim como as elevações davam aos combatentes do passado a vantagem estratégica no terreno, a onipresença de câmeras e radares sobre uma determinada fatia de um teatro de operações permite uma vigilância constante de uma área de interesse militar. Hoje, aviões-robô como, por exemplo, o Northrop Grumman RQ-4 Global Hawk, podem ficar sobre uma área de interesse por até 24 horas ininterruptas transmitindo imagens, contatos radar e sinais eletrônicos para operadores a milhares de quilômetros de distância. Convém lembrar que no já longínquo ano de 2001, um desses aviões voou mais de 13 mil quilômetros entre a Califórnia e a Austrália cruzando o Oceano Pacífico em 22 horas de voo ininterrupto. Sete anos mais tarde, a Força Aérea Americana manteve um desses aviões a 60 mil pés por 33 horas sobre um ponto fixo validando publicamente a importância do conceito de permanência que passou a ser possível com as aeronaves não tripuladas. O que antes eram alvos de aeronaves Lockheed U-2 (alcance 10 mil km/autonomia 12 horas) ou SR-71 Blackbird (alcance 5 mil km +) hoje são vigiados por robôs. Espera-se para 2015, a entrada em serviço do Northrop Grumman RQ-180 uma aeronave não tripulada capaz de reagir a necessidades de inteligência dentro de um espaço aéreo hostil uma vez que incorpora características furtivas. Além da vigilância e do reconhecimento, projetamse para aquela aeronave missões de ataque eletrônico contra redes computacionais de defesa aérea e de infraestrutura. A chegada de aeronaves de ataque não tripuladas, furtivas e possivelmente com velocidades hipersônicas num futuro previsível, mudará completamente a maneira como se conduzirá a guerra, e muito antes do que se imagina. A geração de aviões sem piloto atualmente em uso por norte-americanos, britânicos, israelenses e outros países, incluindo o Brasil, já transformaram a maneira de pensar de suas Forças Aéreas tanto tática quanto estrategicamente. Por mais que as aeronaves hoje em uso ainda estejam num estágio inicial de desenvolvimento, a meio caminho do que veremos daqui a 10 ou 15 anos, e ainda incapazes de se defenderem contra jatos de combate tripulados e sistemas antiaéreos avançados, já permitem que seus operadores consigam vislumbrar o seu uso quando dotados de capacidades mais avançadas, e caras. Todas, por sinal, já existentes e provadas em aviões tripulados. O voo autônomo, a furtividade, a transferência de dados de forma discreta, o controle satelital, o reabastecimento em voo e muitas outras tecnologias que já estão em uso há muito tempo. Na verdade, essa geração de aviões-robô já validou diversos conceitos que há 20 anos eram coisa de um futuro tido como distante. Não é à toa que nos principais países geradores de tecnologia aeroespacial, a próxima geração de caças de primeira linha não inclui necessariamente no comando o homem na cabine. Os norte-americanos já correm atrás de dois programas de aeronave de sexta geração, o F-X ou Next Generation Tactical Aircraft (Next Gen TACAIR) da USAF, para substituir o F-22 Raptor e a US Navy estuda o Air Dominance Fighter para o lugar do F/A-18E/F Super Hornet. Ambos têm uma entrada em serviço projetada para 2025/30. Os americanos ainda não descartaram de vez o piloto em voo, mas já aventam a possibilidade de as novas aeronaves serem híbridas, podendo ser tripuladas ou não. Os russos já anunciaram que estão desenvolvendo uma aeronave de combate não tripulada de sexta geração, e a França já decidiu que irá saltar diretamente do Dassault Rafale, de geração 4.5 para um caça não tripulado de sexta geração provavelmente fruto de sua recentemente anunciada colaboração com o Reino Unido. Entre os aviões-robô de hoje, e os avançados caças não tripulados do futuro, invisíveis ao radar, capazes de “jamear” defesas muito mais avançadas do que as atuais, de carregar armas laser ou eletromagnéticas e com capacidade de atacar a infraestrutura de um país inimigo com muito mais eficiência do que as atuais, certamente existem algumas décadas de distância. Talvez duas, talvez três. Mas se nos lembrarmos que muitos destes passos já estão sendo dados hoje, e que programas como o F-X brasileiro ou o F-35 norteamericano levaram mais de 10 anos para serem definidos, podemos entender que o futuro próximo a que nos referimos, já não é tão distante assim...

 


Índice

Falcões na Área  
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Os Skyhawk da Marinha no Céu de Azul!!
Por: Leandro Casella

Ativado em 2 de outubro de 1998 na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA), o 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF-1), Esquadrão Falcão, foi o responsável pelo ressurgimento da aviação de asa fixa na Marinha do Brasil (MB), que havia sido desativada em janeiro de 1965. O esquadrão está equipado com 23 Douglas A-4KU/TA-4KU Skyhawk, adquiridos da Força Aérea do Kuwait em 1998. Os 20 A-4KU e três TA-4KU, designados na Aviação Naval como AF-1 e AF-1A, respectivamente, tornaram-se os primeiros caças a jato brasileiros a operar a bordo do NAeL Minas Gerais (A-11).   Pág. 46

O Mercado
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O SAAB Gripen Conquista o Mundo!
Por: Leandro Casella

Compacto, versátil, bem armado e com soluções de engenharia que permitem a expansão do projeto, o caça sueco JAS39 Gripen desponta como um dos principais vetores multimissão para o início do século XXI. Sua recente vitória no programa brasileiro F-X2 demonstra que seu mercado potencial poderá ser maior que o esperado, a ponto de fazer dele e da sueca Saab uma referência nas próximas décadas, quando o assunto for aeronave de caça multimissão.   Pág. 26

HERON contra o Crime
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A ARP da Polícia Federal Vigia a Fronteira!
Por: Júlio César Caldas

O desafio imposto pelo crime organizado ao Brasil vem crescendo exponencialmente nas últimas décadas. Para enfrentá-lo, desde a extensa faixa de fronteira, o Departamento de Polícia Federal optou por apoiar-se em tecnologia de ponta de moderno veículo aéreo não tripulado – o IAI Heron-1. A aquisição desse notável sistema israelense serviu como uma luva às necessidades do momento, permitindo à Polícia Federal combater essas organizações criminosas com eficácia e de forma inovadora.   Pág. 38

O Caminho da Asa de Prata!
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Como os Jovens Cadetes da AFA se Tornam Pilotos Militares!
Por: Luciano Melo Ribeiro

Quais são os primeiros passos a serem dados por aqueles que anseiam se tornar pilotos da Força Aérea Brasileira? Após enfrentarem um rigoroso exame de seleção intelectual, esses candidatos ainda enfrentarão uma série de exames médicos e psicológicos antes de utilizarem pela primeira vez um macacão de voo. Já na Academia, a jornada desses jovens será longa e árdua, tanto em sala de aula como nos Esquadrões de Instrução Aérea, até colocarem no peito o almejado brevê prateado, quando serão finalmente declarados aspirantes a oficiais aviadores da FAB!   Pág. 56

METEOR!!
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O Míssil BVR do Futuro Prestes a Entrar em Operação!
Por: Rudnei Dias da Cunha

“Dois elementos de caças F-39E do 1º Grupo de Defesa Aérea, desdobrados na Base Aérea de Santa Cruz, desde o início das ameaças às plataformas petrolíferas brasileiras na Bacia de Santos, encontram-se em patrulha a 200 milhas náuticas da costa. Apoiados por aeronaves de alerta aéreo antecipado E-99, os F-39E estão armados com mísseis de longo alcance Meteor. Mantendo seus radares ES-05 Raven em stand-by, os F-39E logo recebem dos E-99 as coordenadas de alvos aéreos múltiplos dirigindo-se em alta velocidade a três plataformas. Deslocando-se a partir daí em alta velocidade para a melhor posição de engajamento com seus mísseis Meteor, os F-39E usam os seus radares para confirmar a localização dos alvos, trocando informações entre si através de seus datalinks. Minutos após, ouve-se na fonia: ‘Fox-3’. A mais de 60 milhas de distância, os F-39E disparam seus mísseis Meteor e assumem uma posição de patrulha enquanto os alvos são monitorados pelos E-99. Em questão de poucos segundos, vem a confirmação: quatro alvos destruídos. A alta velocidade dos Meteor impediu que os seus alvos tomassem medidas evasivas antes de serem derrubados.” O fictício episódio acima narrado nos apresenta uma possível realidade!   Pág. 66

AS350 B3e – O Novo Esquilo B3
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Renato Otto Voa o Concorrente da Helibras para o Projeto IH
Por: Renato Otto

Para melhor conhecer o que a indústria aeronáutica está oferecendo à Marinha do Brasil quanto a substituição dos helicópteros utilizados atualmente na formação de seus pilotos de asas rotativas, colocamos o Comandante Otto na cabine de um Helibras AS350 B3e. Após voar e sentir os comandos dessa aeronave, ele nos apresenta a versão mais atual do Esquilo – o B3e.   Pág. 74

Pilotos de Guerra!
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A Saga dos Aviadores Brasileiros na Europa Durante a Primeira Guerra Mundial
Por: David Oliver

Esta reportagem de David Oliver joga um pouco de luz sobre os primórdios das Aviações Naval e Militar brasileiras, de forma que possamos melhor conhecer as suas origens. Nos idos anos da década de 1910, várias foram as tentativas para se dotar o país de uma aviação militar, certamente o episódio envolvendo o envio de aviadores da Marinha e do Exército para a Inglaterra, durante a Primeira Guerra Mundial, corroborou de forma decisiva para consolidar as então nascentes Aviação Naval e Aviação Militar.   Pág. 82

Boeing CH-47 Chinook!
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Onde a Carga Paga Não É Problema
Por: Gilberto Vieira

No momento são poucos os modelos de helicópteros pesados de transporte disponibilizados pela indústria aeronáutica. Não foram raras as ocasiões em que dispor de aeronaves de asas rotativas de maior porte fez a diferença no campo de batalha. Por vezes forças militares demandam equipamentos desse porte para cumprir com maior desenvoltura missões táticas de apoio logístico e de combate. Neste artigo travaremos contato com um dos heavy-lift encontrados atualmente no mercado: o Boeing CH-47 Chinook.   Pág. 90

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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