A REVISTA BRASILEIRA DE AVIAÇÃO MILITAR   

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Edição nº 104

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Edição nº 104  
 Março de 2017

Editorial

A Força Aérea Brasileira nasceu, no hoje longínquo ano de 1941, resultado da fusão entre as aviações naval e militar. Seguia uma onda iniciada em abril de 1918, quando a RAF – Royal Air Force, se tornou a primeira arma aérea independente do planeta. Em 1920 foi a vez da SAAF – South African Air Force, e em 1921 da RAAF – Royal Australian Air Force. À parte do Império Britânico, a primeira força aérea existente foi a Regia Aeronautica, da Itália, que passou a existir em 1923, seguida pela Ilmavoimat Flygvapnet, da Finlândia, que nasceu, em 1928, da Fuerza Aérea Nacional, do Chile, de 1930, juntamente com a Força Aérea Helenica da Grécia, seguidas pelo Armée de l’Air francês, em 1934, e a Luftwaffe alemã, um ano mais tarde. Logo a seguir, aparecia a Força Aérea Brasileira, em muito impulsionada pela visão de jovens oficiais, entre os quais destacava-se – como em tudo o que fez na vida – o então oficial do Exército Lysias Rodrigues, que desde 1928, quando publicou no vespertino O Jornal, “Uma Necessidade Premente: o Ministério do Ar”, mobilizava as cabeças pensantes das aviações da época. A situação conturbada pela qual passava o país, pontuada pelas revoluções de 1930, 1932 e 1935, sem dúvida alguma, impediu a reestruturação dos meios aéreos militares brasileiros, que só viram aquela mais do que lógica medida ser implementada em janeiro de 1941. Pouco tempo tiveram as então Forças Aéreas Nacionais, que logo viraram FAB – Força Aérea Brasileira para se organizar porque mais uma vez, o país era arrastado para a guerra. Desta vez na Europa, e em proporções avassaladoras. Sabiamente a Força manteve a estrutura herdada do Exército ao mesmo tempo em que recebia do aliado norte-americano um sopro de organização que só se faria notar no pós-guerra.

Terminado o conflito, a FAB imediatamente se organizou, construindo o que foram, na época, os pilares sobre os quais se estruturou não só a aviação de combate brasileira, mas a própria atividade de voar, com todas as suas vertentes, que se fundiram num exemplo de organização, estrutura e visão empreendedora.

Entre aqueles anos, e os dias atuais, pouco mudou de fato na estrutura da Força Aérea, prova de que o alicerce da obra havia sido bem projetado e construído.

De um tempo para cá, no entanto, consciente de que havia cumprido boa parte de sua missão de levantar e desenvolver a aviação brasileira como um todo, a Força Aérea pode finalmente voltar a olhar para si, e suas necessidades. Modernizou-se, adquiriu uma frota apontada para o futuro e arrematou seus programas-chave visando dar ao país uma capacidade dissuasória talhada para o seu tamanho, suas necessidades e sua aptidão.

Chegara a hora de se reorganizar para maximizar o preparo que acompanhou uma nova visão estratégica, enfim proporcionada por meios adequados. E, diversas demandas que se tornariam cada vez mais repetidas nas últimas décadas, finalmente encontraram solo fértil para germinar, com a chegada de uma geração bem preparada e pensante às rédeas de comando da Força.

Ocorre que, como já vimos acima, parece que cada vez que nossa Força Aérea se prepara para uma nova etapa de sua vida, uma inusitada e traumática situação aparece no horizonte quase como se quisesse colocar sua resiliência à prova.

Neste caso, a turbulência veio na forma de uma crise político-econômico-financeira de proporções jamais vistas no país, causadas pelo irresponsável desmando de uma verdadeira geração de mandatários desprovidos de amarras que os mantivessem atados à realidade.

Mas não faz mal. A FAB já havia enfrentado agruras antes. E não se deixaria derrotar por crise alguma. E, mesmo premida por violentos cortes orçamentários e dificuldades extremas nos campos jurídico, político e econômico, organizou-se e lançou o programa “Concepção Estratégica – Força Aérea 100” que visa legar ao país, na data de seu centenário, portanto em 2041, uma Força Aérea moderna, eficiente e eficaz.

Seu Alto-Comando, liderado pelo Tenente-Brigadeiro-do-Ar Nivaldo Luiz Rossato imediatamente pôs mãos à obra e com grande afinco e velocidade iniciou as mudanças necessárias visando reagir à crise em que viu a instituição inserida, construindo sob chuva e trovões a base da nova estrutura.

A FAB está mudando, e está mudando rapidamente. Tão rapidamente, de fato, que muitos sequer estão conseguindo acompanhar as mudanças. E alguns temem por um futuro que não conseguem vislumbrar.

Foi para esclarecer o que vem pela frente, nestas mudanças corajosas e há tanto ansiadas, que publicamos neste número de Revista Força Aérea uma entrevista não somente com um artífice da aviação do momento, mas com os próprios homens que estão empenhados, dia após dia a liderar um movimento único, de gente que não se furtou a esperar os fatos acontecerem, mas que se anteciparam a eles. Com vocês, para explicar o que vem por aí: o próprio Alto-Comando da Aeronáutica!

 


Índice

O Pampa aos 70        
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Os Guardiões do Sul: Sobre Coxilhas, Cidades e Mares!
Por: Leandro Casella

“Era fins de março de 1947. Um dia quente e de céu azul em Canoas. Naquele dia, o então chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Brigadeiro Ajalmar Mascarenhas, estava realizando uma missão na 5a Zona Aérea e resolveu fazer uma visita à nossa unidade. Nesta ocasião, como parte das homenagens a tão ilustre visita, ordenei que uma esquadrilha de quatro P-40N realizasse um voo de demonstração. A exibição tinha como pilotos os Tenentes Afrânio da Silva Aguiar, Raphael Cirne da Costa Lima, Marion de Oliveira Peixoto e Paulo Delvaux. Após a demonstração, o Brigadeiro voltou-se para mim e disse: ‘Capitão queria cumprimentar um a um os pilotos da bela exibição’. Atendida sua ordem, em minutos todos estavam em sua presença. Após enaltecer o brilhantismo e profissionalismo de todos, o Brigadeiro se voltou para o Tenente Raphael e perguntou: ‘A qual unidade o senhor pertence Tenente?’. Surpreso, Raphael respondeu: ‘Ao 3o Grupo de Caça senhor!’. ‘Não. Não, Tenente, o senhor pertence ao 1o Esquadrão do 14o Grupo de Aviação!’ E foi assim que soubemos por antecipação que o 3o Grupo de Caça seria extinto em alguns dias, surgindo em seu lugar o 1o/14o GAV.”   Pág. 38

Uma Longa Tradição        
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O Treinamento de Voo na Aeronáutica Militare Italiana
Por: Riccardo Niccoli

Com longa tradição na formação de pilotos militares não só para seus quadros, mas para países aliados, a Força Aérea Italiana é sem dúvida referência neste quesito. Vamos conhecer um pouco como é sua atual estrutura, como são as fases de formação e quais vetores são empregados para formar os futuros Pilota Militare da Aeronautica Militare.   Pág. 26

Tigre I        
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A Histórica Expedição da Força Aérea Brasileira a Porto Rico – 1994
Por: Marcelo Mendonça

A esquadrilha de nove aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) cruza os céus sobre o mar do Caribe em outubro de 1994. Liderando a mesma, o enorme Boeing KC-137 cuida dos contatos via rádio e da rota a ser seguida. Sob suas asas, duas esquadrilhas de caças o seguem. De um lado, cinco Northrop F-5E Tiger II do 1o Grupo de Aviação de Caça (1o GAVCA), do outro, três Embraer A-1 do 1o Esquadrão do 16o Grupo de Aviação (1o/16o) Esquadrão Adelphi. O A-1 é dotado de RWR e a menos de 200 milhas náuticas do seu objetivo ele começa a avisar que estão sendo vigiados. Uma série de avisos explode nas cabines dos A-1 indicando emissões em “tracking” vindas de várias direções. Eles avisam aos demais membros da esquadrilha e, ato contínuo, sob orientação do Jambock Azul Líder, os F-5E manobram espaçando suas aeronaves e adotando uma formação tática em uma linha contínua. Os visitantes seriam recebidos a caráter. Logo o céu se encheu de caças. Eram aeronaves General Dynamics F-16A/B Fighting Falcon. Mas tudo estava bem, era um comitê de recepção. A FAB chegava a Porto Rico para treinar com a poderosa Força Aérea Americana, a USAF (United States Air Force). Era o Exercício Tiger I e ele entraria para a história.   Pág. 52

Zhuhai 2016        

O Estado Atual da Força Aérea Chinesa
Por: Cees-Jan van der Ende e Fred Willemsen

O 11o China International Airshow, que ocorreu no aeroporto de Zhuhai no início de novembro do ano passado foi o local e o momento escolhido para que a China apresentasse alguns de seus programas mais atuais de aeronaves e drones ao mesmo tempo em que mantinha outros, de forma ostensiva “debaixo do pano”. Exibidores de 42 países mostraram seus equipamentos e quatro unidades de demonstração em voo deixaram o público boquiaberto. Mais do que tudo, esta feira, realizada a cada dois anos, deixou bem aparente que a estrela vermelha militar da China está com o nariz apontando para cima e em franca expansão!   Pág. 64

Um Clássico Revisita os Pampas!        
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Um T-28 Cruza a América Latina
Por: Santiago Rivas

Um North American T-28B Fennec pintado com as cores da Aviación Naval Argentina, realizou um giro de ida e volta dos Estados Unidos até a Argentina nos últimos dois anos, permitindo que os aficionados da aviação militar daquele país pudessem novamente admirar uma aeronave clássica da sua aviação.   Pág. 76

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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