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Edição nº 88

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Edição nº 88  
 Julho de 2014

Editorial

A recente crise entre a Rússia e a Ucrânia e a dúvida sobre os próximos passos de Putin trazem discussões interessantes à tona. Aparentemente existe um conflito de percepções sobre o papel da Rússia em sua área de atuação geopolítica, uma situação nunca verdadeiramente definida pelo Ocidente desde o fim da bipolaridade ideológica dos tempos da Guerra Fria.

O que vem à tona de forma marcante nesse pequeno conflito contido, no qual a facilidade da anexação da Crimeia por Moscou chama a atenção, é a percepção de que mesmo com a definitiva superioridade militar da OTAN sobre a Rússia atual, qualquer solução que exija o uso da força está definitivamente fora de questão. Os custos, sejam eles políticos ou econômicos, são perceptivelmente grandes demais. O mundo simplesmente não está pronto para uma nova crise militar. Essa percepção certamente modificará muitas ações que vinham caminhando a passos lentos para não onerar as já combalidas economias nacionais, que lutam para se recuperar da crise econômica de 2008.

Principalmente na Europa, onde o entusiasmo da virada do século que apontava para uma comunidade única, com moeda comum e cada vez mais unida e forte dera vazão para a dura realidade das diferenças politicas e culturais exacerbadas que ainda dividem o continente. Para acertar a casa, sair da crise e voltar a buscar a tão sonhada homogeneidade europeia, diversos projetos e programas foram desacelerados.

Na área de defesa, programas multinacionais que visavam ao desenvolvimento de sistemas de armas europeus, criando escala e cadência econômica e racionalizando os múltiplos programas nacionais existentes substituindo a multiplicidade de sistemas iguais por um número menor, porém comuns, esperavam um sopro de esperança econômica para voltar a fazer o óbvio. A aglutinação de meios e contingentes dos vários países europeus numa força se não única, pelo menos cada vez mais integrada, dependia dessa capacidade inicial promovida pela indústria. Devagarzinho, os diversos exércitos, marinhas e forças aéreas do continente europeu se transformariam numa entidade única capaz de garantir a defesa, sem qualquer dependência externa, dos interesses e do território comum.

A crise da Crimeia, e a óbvia pergunta que advém dela: “qual será o próximo passo de Putin?”, tem tudo para reacelerar esse processo de consolidação da capacidade de defesa europeu, seja na indústria ou na concretização de uma coesa força operadora.

 


Índice

“Lutando o Gripen!”  
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O Caça Sueco Traz Revolucionárias Capacidades de Combate para a FAB
Por: Carlos Lorch

O Brasil escolheu o Saab JAS39 Gripen NG para ser o seu novo caça. O plano prevê que substituirá os já desativados Dassault Mirage 2000C/B do 1º Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) de Anápolis e, aos poucos, vá substituindo os F-5EM/FM do 1º/14º GAV de Canoas, do 1º Grupo de Aviação de Caça de Santa Cruz e do 1º/4º GAV de Manaus além dos A-1 de Santa Maria (1º/10º GAV e 3º/10º GAV) e de Santa Cruz (1º/16º GAV). Mas o Gripen pode fazer muito mais do que isso. Porque ao contrário das aeronaves atualmente em uso no Brasil, o avião sueco foi desenvolvido para ser uma aeronave multimissão e, para tal, é capaz de realizar sozinho as principais tarefas da aviação de combate, antes cumpridas por aeronaves, tripulações e unidades aéreas especializadas. Na verdade, o caça sueco é tão moderno, que tem, sozinho, a capacidade de transformar por completo a maneira de operar da Força Aérea Brasileira trazendo um gigantesco ganho em sua capacidade de combate e inserindo o país de uma vez por todas no estado da arte do que se faz hoje em dia em guerra aérea.   Pág. 38

Hermes 900
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Visão Estratégica para a Força Aérea Brasileira!
Por: Rudnei Dias da Cunha

Junho de 2014. Copa do Mundo FIFA no Brasil. Os serviços de inteligência, monitorando constantemente as manifestações nas redes sociais e de posse de dados obtidos com seus informantes, comunicam a iminência de uma grande manifestação, com a presença de grupos armados. A 20 mil pés de altitude, a mais moderna aeronave remotamente pilotada da Força Aérea Brasileira sobrevoa a cidade, mantendo sob sua constante vigilância uma área suspeita de abrigar tais grupos. Seus sensores eletro-ópticos permitem obter a confirmação da movimentação suspeita de pessoas, transportando o que parecem ser artefatos explosivos improvisados. Com a localização precisa fornecida pela aeronave, efetivos policiais deslocam-se para o local e cercam os suspeitos e intervêm, impedindo que uma grande catástrofe ocorresse.   Pág. 30

Itajubá Entra em Ação!
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Implementando as Soluções Brasileiras do EC725
Por: Renato Otto

Com uma ousada proposta ao governo brasileiro, a Helibras assegurou a sua participação no projeto H-XBR, viabilizando um inédito programa de transferência de tecnologia para o segmento de asas rotativas. Ao cabo desse programa, abrangendo as três Forças Armadas brasileiras, diversas metas nas áreas de cooperação industrial e de contrapartida terão sido alcançadas, o que, certamente, terá atendido às demandas das FFAA e fortalecido o parque industrial nacional.   Pág. 58

“Acionada a Sala de Guerra”
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A Airbus Helicopters Enfrenta de Frente os Problemas de Transmissão do EC225 no Mar do Norte
Por: David Oliver

Desenvolvido a partir do AS332, o EC225 realizou seu primeiro voo em novembro de 2000, entrando em operação quatro anos mais tarde. Já com mais de 100 unidades vendidas e com mais de 14 operadores em seu “currículo”, em 2012, essa aeronave apresentou um problema técnico que colocou a frota indisponível para voo. Conheça, passo a passo, as principais etapas vencidas pela Eurocopter, atual Airbus Helicopters, que imediatamente se mobilizou não medindo esforços para colocar o EC225, e sua versão militar, o EC725, na linha de voo novamente.   Pág. 66

Tucanos na Terra dos Condores
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O Super Tucano no Grupo 1 da Fuerza Aérea de Chile!
Por: Leandro Casella

Com uma estrutura enxuta e funcional, a Fuerza Aérea de Chile (FACH) é atualmente uma das forças aéreas mais organizadas e operacionais da América Latina. Sua aviação de combate está calcada nos caças Northrop Grumman F-5 e Lockheed Martin F-16, que equipam quatro unidades da Primeira Linha. Para chegar à ponta da lança, o piloto irá passar por um longo processo de seleção desde a Escola de Aviação até sua chegada ao Grupo de Aviação no 1, unidade responsável por formar a nova geração de caçadores da FACH, que desde fins de 2009 emprega os Embraer Super Tucano. Quais são os passos dados pelos aviadores chilenos ao longo dessa jornada e qual o papel do A-29B na preparação dos futuros pilotos de F-5 e F-16? É o que veremos a seguir.   Pág. 72

Operação Firedog
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A Guerra Aérea na Península Malaia 1948-1960
Por: David Oliver

Chamado pelos ingleses de “A Emergência Malaia”, esse episódio foi um dos primeiros conflitos na história em que o poder aéreo foi um fator decisivo numa campanha de guerra irregular.   Pág. 84

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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