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Edição nº 93

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Edição nº 93  
 Maio de 2015

Editorial

Depois de quase duas décadas de árduo trabalho, a Força Aérea Brasileira conseguiu substituir praticamente a totalidade de seus meios e hoje pode ser considerada uma Força Aérea moderna e extremamente operacional. Quando entrarem em operação o transporte KC-390 e o caça Gripen NG, a Força certamente dará um enorme salto em sua capacidade de defesa estando capaz de conduzir suas missões como o fazem as Forças Aéreas mais modernas do planeta.

Atualmente, é a Marinha do Brasil (MB) e o Exército Brasileiro (EB) que buscam modernizar os seus meios, dos quais fazem parte diversas aeronaves existentes e desejadas. No caso da MB, existem em curso dois programas que visam à aquisição de novos helicópteros utilitários leve e de instrução. Existe ainda o desejo de se substituir num futuro visível os caças McDonnell Douglas A-4 Skyhawk do Esquadrão VF-1 por novos aviões que, provavelmente, serão do mesmo tipo adquirido pela FAB, visando a uma comunalidade de treinamento e logística entre as Forças. No caso do EB, após uma bem conduzida modernização de alguns de seus helicópteros e da entrada em serviço de um novo tipo, no caso o Airbus Helicopters EC725, a Força começa a estudar detalhadamente a possibilidade de obter um componente de transporte com aeronaves de asa fixa. Visando melhorar sua capacidade de suprir, principalmente, os seus pelotões de fronteira, mas também de garantir a sua capacidade de pronta resposta com suas unidades paraquedistas e de forças especiais, a Força Terrestre começa a olhar com atenção para as vantagens, operacionais e financeiras daquele tipo de máquina.

Essas mudanças, tanto no caso da Marinha como no Exército abrem caminho para um reexame das competências e da formação da ordem de batalha dos braços aéreos das três Forças Armadas brasileiras. É desejável que missões que não estão trazendo benefício direto a uma das Forças, mas que seja fundamental para a outra, possam ser reordenadas melhorando quiçá a vida operacional de uma e a logístico-financeira de outra. Trata-se de uma tarefa para o Ministério da Defesa, mas que em muito se beneficiaria se iniciada pelas forças singulares. Não são muitos os ajustes, mas existem. Como em qualquer lugar do mundo. E é preferível realizar todas as missões prioritárias a contento do que ter que balancear orçamentos, que prometem minguar neste e talvez nos próximos anos, entre diversas aviações em detrimento do todo. O mais importante, nesse contexto, é haver de fato uma complementação entre as aviações das três Forças e nunca uma concorrência. Neste número de Revista Força Aérea, além de outras reportagens interessantes, arriscamonos a comentar assuntos que podem não ser do interesse do leitor na discussão que se avizinha e que certamente amadurecerá com o tempo, trazendo para o país, acima de tudo, uma capacidade militar mais decisiva, com cada uma das Forças realizando suas missões com o que existe de melhor para que possa modernizar constantemente a sua doutrina. Num foro como a Revista Força Aérea, o que vale é a discussão, o exercício que sempre rende visões diferentes e acaba trazendo bons frutos...

 


Índice

Garantindo Presença        
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O Exército Abre as Suas Asas!
Por: Leandro Casella

Quase três décadas após o início do processo de sua reativação, a Aviação do Exército (AvEx) conquistou um grau de maturidade operacional importante, a ponto de ser hoje inimaginável o dia a dia da Força Terrestre sem o apoio de suas aeronaves. Dentro de um processo natural de evolução, a AvEx está projetando o seu futuro, que deverá passar pela implantação da aviação de asa fixa e a ampliação da sua força de helicópteros nos próximos anos.   Pág. 60

Criando Asas
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O Novo Treinador Básico Made in Brazil!
Por: Leandro Casella

O monomotor da Novaer, proposto nas versões T-Xc e U-Xc, surge como opção para suprir tanto o mercado de aeronaves de treinamento básico como o de aeronaves utilitárias. Leve, ágil e com baixo custo operacional, um dos principais focos desse treinador será o mercado militar, cuja versão designada Sovi será destinada à formação de pilotos militares. O Sovi desponta como um dos candidatos para substituir o Neiva T-25 Universal empregado hoje no 2º EIA da AFA e que, nas últimas quatro décadas, tem sido a porta de entrada dos futuros aviadores da Força Aérea Brasileira.   Pág. 34

Dissuasão Real Sobre a ZEE!
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Caças e Mísseis na Defesa da Costa
Por: Carlos Lorch

Neste artigo o autor apresenta o atual cenário enfrentado por forças navais chinesas e norteamericanas em águas internacionais próximas ao litoral da China. A estratégia adotada por aquele país asiático estabelece áreas de negação do uso do mar por forças hostis no caso de um conflito, bem como busca criar espaço para que suas forças navais, aéreas e terrestres possam ser empregadas com maior liberdade de manobra e desenvoltura na região. Num plano conceitual, o autor traça um paralelo entre aquele cenário e o encontrado na faixa oeste do Atlântico Sul, próxima à costa brasileira, e identifica algumas semelhanças quanto à defesa das áreas marítimas de interesse do Brasil e sob sua jurisdição.   Pág. 44

Emergência em Belize
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Uma Colônia na América Central sob Ameaça
Por: David Oliver

Antes mesmo de conquistarem as manchetes por suas operações no Atlântico Sul, os Harrier da Royal Air Force (RAF) tiveram que proteger outra remota colônia britânica localizada a milhares de quilômetros do Reino Unido. E isso cerca de cinco anos antes daquele conflito.   Pág. 72

Realizando um Sonho
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Uma Viagem às Ilhas Falkland!
Por: Rudnei Dias da Cunha

Por que visitar as Ilhas Falkland? O interesse em visitá-las vem de muito tempo atrás, certamente alimentado pelo fato de ter acompanhado diariamente as notícias da guerra, em 1982. Desde então, a leitura de vários livros a respeito do conflito, contando o envolvimento militar de ambos os lados do conflito, me fez decidir por fazer essa viagem turística na qual a visita a alguns dos locais onde ocorreram as batalhas principais estava no topo da lista. Num empolgante relato pessoal o autor apresenta aos leitores da RFA detalhes de sua tão esperada passagem por aquelas longínquas ilhas do Atlântico Sul.   Pág. 82

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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