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Edição nº 101

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Edição nº 101  
 Agosto de 2016

Editorial

No dia 23 de agosto deste ano comemoram-se os 100 anos da Aviação Naval. Desde os primórdios quando ousados aviadores navais embarcavam em rudimentares aerobotes para desfilar nos ares da então Capital da República até os tempos atuais nos quais jovens evoluem em ágeis jatos sobre o mar territorial já se passou por muita história. O Brasil possui um litoral que se estende por 7.491 quilômetros e que além das suas 2.095 praias abriga um mundo de riquezas que a Marinha chama de Amazônia Azul, uma das principais fronteiras a serem conquistadas e protegidas. É para defender os cerca de 3.660.955 quilômetros quadrados de zona econômica exclusiva brasileira que existe a esquadra, e é para projetar força na terceira dimensão que ela dispõe da Aviação Naval.

Dos hidroaviões dos anos 20 para os biplanos armados da década de 30 passando pelos treinadores de alumínio no início dos anos 40, quando a Força foi amalgamada à Aviação do Exército para que nascesse a Força Aérea Brasileira passaram se décadas nas quais antigas tradições e competentes gerações de pilotos se sucederam. Vários foram à guerra patrulhando o Atlântico Sul ou a bordo dos P-47 que combateram na Itália. Vestiam o caqui e o verde da recém-nascida FAB ao invés do branco naval. Mas mantinham no coração e na alma o apreço pelo começo de suas vidas militares, forjadas na Marinha do Brasil. Na fase seguinte em que começaram a aparecer as aeronaves de asas rotativas aumentando sensivelmente os olhos, ouvidos e as garras das unidades de superfície, os aviadores navais mais uma vez se mostraram superlativos. E não parou por aí. Operando a partir de navios-aeródromos, evoluíram para caças a jato capazes de conduzir uma guerra atualizada sobre a esquadra. Em constante processo de atualização, a Aviação Naval faz 100 anos olhando para um futuro sempre melhor e buscando a eficiência necessária para defender um mar tão imenso. Para comemorar esta data tão significativa, a Revista Força Aérea resolveu fazer algo que nunca fez. Dedicamos um número inteiro de nossa revista a este braço tão significativo e vibrante de nossa Marinha de Guerra. Neste número 101, todas as nossas reportagens tratam de assuntos ligados à guerra aeronaval, para marcar um aniversário que não se faz todo dia. Conclamando os nossos leitores a celebrar conosco um merecido Bravo Zulu a todos aqueles que há 100 anos tem voado longas horas na defesa dos verdes mares de norte a sul...

 


Índice

Asas Sobre o Mar        
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100 Anos de Aviação Naval – 1916 – 2016
Por: Leandro Casella

Há um século a Aviação Naval Brasileira dava seus primeiros passos. Entre os primeiros Curtiss F modelo 1914 e os Sikorsky S-70B Sea Hawk, o mais novo vetor da Marinha, foi construída uma importante história de pioneirismo, idealismo, superação e profissionalismo, que, gradativamente, forjaram o élan que hoje compõe o espírito de corpo da Aviação Naval brasileira. É um resumo desta história, dos pioneiros da aviação militar brasileira, que veremos a seguir.   Pág. 24

Defendendo Céus e Mares        
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A Aviação Naval Brasileira
Por: Marcelo Mendonça

Há muito tempo o Brasil sabe da importância do mar para o seu futuro. O país possui 8,5 mil quilômetros de costa, sendo que 80% da sua população vive no máximo a 200 km do oceano. São aproximadamente 3,5 milhões de km² contando aí a Zona Econômica Exclusiva (ZEE), que engloba o mar territorial de 200 milhas náuticas (370 km). Apenas dois dados são suficientes para mostrar como o mar é fundamental para o bem-estar dos brasileiros: de lá são extraídos aproximadamente 88% da produção brasileira de petróleo e é através dele que passam 95% do comércio exterior do país.   Pág. 34

Convoo Ativo        
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Pousando a Bordo com o Esquadrão HA-1 da Marinha do Brasil
Por: Luciano Melo Ribeiro

Navio de guerra: um complexo sistema de armas, sensores e seres humanos adestrados, todos com uma missão em comum: neutralizar seus oponentes e manter-se em condição de combate. Parece simples... mas não é. Quando assistimos a um helicóptero operando a bordo de um navio de guerra, uma infinidade de sistemas foi desenvolvida e arduamente treinada para que tudo se realizasse com eficácia e segurança. Sim, pois o binômio navio-aeronave faz parte de um complexo sistema que precisa ser exaustivamente adestrado e testado para que se alcance a meta requerida, que é a operação sem acidentes. Então, partindo do zero: em realidade nunca se parte do zero, pois a experiência adquirida com a operação de helicópteros em outros meios de superfície vale muito. Mas, imaginemos que a Marinha tenha acabado de obter uma nova fragata dotada de hangar e plataforma de pouso e decolagem, e tem como meta a operação de helicópteros Super Lynx a partir desses meios. E agora? O material está disponível, mas quem e como vai operá-lo? O que será preciso fazer para alcançar a meta?   Pág. 64

Los Orientales        
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Conhecendo a Aviação Naval Uruguaia
Por: Javier Bonilla

Com 134.000 quilômetros quadrados de superfície marítima exclusiva (reivindicando ainda um outro tanto), somados a uma área SAR de 1.770.000 km2, ou seja, quase dez vezes o tamanho da superfície territorial da nação, o Uruguai conta com uma Aviação Naval de longa história e extremamente respeitada, por mais que hoje, materialmente, esteja reduzida e austera. Desde o seu início, destacados oficiais de sucesso enviados para obterem formação na Europa no início do século XX caracterizaram-se como os seus mais importantes representantes.   Pág. 72

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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