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Edição nº 90  
 Dezembro de 2014

Editorial

Enquanto as notícias de jornal mostram um país em franca desaceleração, algumas matérias neste número de Revista Força Aérea chamam a atenção. Em fase final de desenvolvimento, o primeiro protótipo do Embraer KC-390, uma aeronave de transporte tático de projeto capitaneada e financiada pela Força Aérea, se prepara para alçar voo pela primeira vez nos céus do interior paulista. Não é um avião qualquer. Trata-se não apenas da maior aeronave construída no Brasil, mas também, e de longe, a mais polivalente. De uma classe na qual impera o Lockheed C-130 Hercules, possivelmente o maior faz-tudo de todos os tempos, até aqui, o KC-390 realizará o transporte tático, a evacuação aeromédica, o assalto aerotransportado, o lançamento de paraquedistas e carga, o reabastecimento em voo e outras missões que carregam países inteiros nas costas, do calor sufocante da Amazônia ao frio glacial da Antártida. Para competir nesse mercado não basta ser uma aeronave bem projetada e fabricada. É preciso que seja superlativa. E foi para tal que a FAB e a Embraer se prepararam. E se para a Embraer, o KC-390 é uma empreita comercial, com a qual visa ganhar mercado, para a Força Aérea, é a garantia de que terá nas mãos o instrumento perfeito para continuar fazendo o que sempre fez: vigiar, proteger e desenvolver o país por meio dos céus.

Ao mesmo tempo em que os esforços ao mesmo tempo hercúleos quanto discretos para dotar o Brasil de um avião de tamanha importância chegam ao seu desenrolar, aproxima-se a fase de definição da configuração da aeronave de combate selecionada pela Força Aérea para garantir a soberania do país no seu espaço aéreo. O Saab JAS39 Gripen E/F, desenvolvido para o Brasil, assim como o KC-390, não é somente uma aeronave de prateleira, adquirida para tampar um buraco. Trata-se de um programa industrial e de aquisição de tecnologia que visa elevar a indústria aeronáutica brasileira a um novo patamar ao mesmo tempo em que alça a capacidade operacional da Força Aérea a um novo plano. Ao longo dos anos, a FAB realizou o seu reequipamento deixando para o final o que podem ser consideradas as duas principais joias da coroa. Fez isso de forma discreta, responsável e profissional. E os frutos já se começaram a ver no seu dia a dia operacional.

É realmente verdade: enquanto as notícias de jornal mostram um país em franca desaceleração, o que vem fazendo a Força Aérea Brasileira, apoiada pela indústria aeroespacial do país, chama definitivamente a atenção.

 


Índice

Peças de Projeção!  
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O Bell/Boeing MV-22 Osprey e os Navios de Assalto Anfíbio dos U.S. Marines
Por: Carlos Lorch

Atacar alvos terrestres a partir do mar, numa era de elevada consciência situacional defensiva provida por meios de vigilância cada vez mais modernos, vem se tornando uma atividade extremamente difícil e perigosa. A transposição das zonas de arrebentação diante de defesas bem postadas apresenta elevados riscos militares. E, por essa razão, mais do que nunca, as forças anfíbias modernas precisam estar equipadas com meios que permitam que essa perigosa fímbria que separa o mar da terra possa ser transposta e conquistada com rapidez e força.   Pág. 56

Ganhando Asas!
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Aproxima-se o Voo do Embraer KC-390
Por: Leandro Casella

No mês que marca o roll-out do primeiro protótipo do transporte militar Embraer KC-390 o seu cronograma tem avançado como previsto, esperando-se ainda para este ano a realização do primeiro voo. Os passos finais do maior programa militar realizado até aqui pela empresa brasileira vêm comprovar sua definitiva entrada para o seleto grupo de fabricantes de aeronaves de ponta.   Pág. 24

Mudança de Conceito
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O KC-390 Revoluciona a Aviônica do Transporte na FAB
Por: Luiz Alberto Madureira

ACARS, ADS-C, ATM, CPDLC, RNAV, RNP, FANS, FMS, MNPS, CNS, SATCOM, DATA LINK são siglas, abreviaturas e acrônimos que os tripulantes do KC-390 terão que entender e conviver, com a entrada em serviço desta que é, com certeza, uma das mais modernas aeronaves do mundo em aviônica embarcada.   Pág. 38

Passo Enorme!
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A Indústria Brasileira e o Programa Gripen E/F

Escolhido por meio de um processo altamente responsável e criterioso de seleção técnica, operacional, industrial e logística, o Saab JAS39 Gripen E/F entra na fase de definição industrial que visa trazer para o país a elevação de nível tecnológico da indústria perseguida pelos líderes da Força Aérea Brasileira através dos tempos para garantir a tão desejada independência tecnológica com a qual sonham todos os países do mundo.   Pág. 46

Condor Continental
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O 1º/2º GAV nos céus da América Latina
Por: Marcelo Mendonça

Os anos finais da primeira metade do século XX mostraram ao país a necessidade de uma maior integração, mudando o eixo das atenções, então voltado praticamente para a região litorânea, deslocando-o para os mais diversos rincões do Brasil. Poucas vezes uma “marcha para o interior” teve resultados tão significativos, sendo talvez o maior exemplo àquele que culminaria na criação de uma capital federal, Brasília, bem no meio do Planalto Central. Desse contexto nasceu o 1º/2º GT, unidade da FAB que ajudaria a promover essa integração.   Pág. 64

Crocodilos e Dragões!
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Operações de Guerra dos Mi-25/35 da Fuerza Aérea del Perú
Por: Lewis Mejia

Com uma experiência de guerra de três décadas em céus peruanos, sistemas aéreos russos de asas rotativas seguem operando em cenários tão variados como a costa desértica do Pacífico Sul, entre a Cordilheira dos Andes e os vales da alta selva amazônica. A partir do Grupo Aéreo Número 2, que é o “ninho” dos helicópteros de combate da Fuerza Aérea del Perú (FAP), os Mil Mi-25, veteranos do conflito do Cenepa, junto com os novíssimos Mi-35P, são hoje os mais ativos caçadores dos remanescentes do bando terrorista Sendero Luminoso.   Pág. 74

V-2
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A chuva de fogo de Hitler
Por: Hildebrando Pralon Ferreira Leite Filho

Premidos pela necessidade, cientistas e engenheiros alemães, a serviço do esforço nazista, munidos de conhecimentos acumulados desde o início dos anos 1930, deslancharam projetos de novas armas que pudessem reverter a deterioração do quadro nas frentes de combate do Terceiro Reich. O ano de 1943 foi decisivo para que esses homens dessem o impulso final na prontificação das bombas voadoras, como ficaram conhecidas as V-1, e, em seguida, das V-2. Esses artefatos não foram capazes de reverter o rumo da Segunda Guerra Mundial a favor dos nazistas, mas certamente tornaram-se embriões que viabilizariam ao homem, mais tarde, iniciar voos mais altos rumo ao espaço sideral.   Pág. 82

SisGAAz!
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O Sistema de Defesa da Amazônia Azul
Por: Luciano Melo Ribeiro

Diante das atuais demandas da sociedade brasileira e de suas responsabilidades constitucionais, a Marinha do Brasil (MB) vem desenvolvendo estudos para dotar-se de meios que a capacitem, cada vez mais, a desempenhar seu papel. Não é de hoje que a MB vislumbra implementar um sistema que lhe permita melhor vigiar e monitorar as águas sob sua responsabilidade. Assim nasceu o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), que na sua plenitude otimizará seus recursos garantindo-lhe maior capacidade de reação.   Pág. 90

                                                                                                                                                                                                               

 
 

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